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Segunda, 14 Setembro 2020 13:21

Internautas destacam importância da campanha Setembro Amarelo Destaque

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A enquete do portal da Assembleia Legislativa veiculada entre os dias 31 de agosto e 14 de setembro questionou os internautas se a campanha Setembro Amarelo é importante para a sociedade.

Para 91.9% dos participantes a campanha é relevante, pois, além de alertar para a prevenção ao suicídio, fomenta a promoção da saúde mental. Outros 8.1% entendem que é mais uma iniciativa que não traz resultados concretos para o cidadão.

O deputado Renato Roseno (Psol), autor do projeto que originou a Lei 16.185/16, incluindo a campanha Setembro Amarelo no Calendário Oficial do Estado, diz que a medida traz uma contribuição importante no sentido de promover o debate público. “Mas, além de leis que influenciam a vida da sociedade, precisamos garantir também políticas públicas, assegurando verbas para a manutenção do sistema de atendimento existente”, defende.

O parlamentar explica que, na maioria dos casos, as pessoas que estão atravessadas pela dor não querem acabar com a própria vida. Elas querem que a dor acabe. Por isso, acrescenta ele, é necessário discutir mais amplamente com a sociedade esse tema. “É preciso quebrar o tabu, falar sobre o adoecimento mental, cobrar o atendimento devido e, com isso, prevenir o suicídio. É possível que essa dor, em sendo acolhida, não gere o suicídio”, diz.

O deputado ressalta ainda ser “fundamental investir em políticas de saúde mental, de acolhimento e em medidas de atenção psicossocial, para a prevenção do adoecimento e, por consequência, do suicídio”.

O deputado Heitor Férrer (SD), que é médico, destaca que a conscientização é fundamental para a criação de novos paradigmas e para que a sociedade compreenda, cada vez mais, a importância de se promover a saúde mental. Conforme o parlamentar, o suicídio é uma das principais causas de morte no Brasil. “É preciso que a população entenda que isso é uma questão de saúde pública também e quebre as barreiras que ainda existem para falar sobre o assunto. O diálogo e discussões sobre o tema são fundamentais", justifica.

A presidente da Comissão da Infância e da Adolescência da Assembleia Legislativa, deputada Érika Amorim (PSD), observa que o suicídio é a segunda principal causa de morte de jovens com idades entre 15 e 29 anos. Na avaliação da parlamentar, essa estatística poderia ser reduzida, de maneira direta, se existissem políticas eficazes de prevenção ao suicídio. “Em resumo, o suicídio pode ser prevenido. O principal objetivo da campanha Setembro Amarelo é ressaltar essa realidade. Por meio da informação, a campanha visa alertar sobre a necessidade de diálogos e discussões que abordem o problema. A informação salva vidas”, declara.

O psicólogo clínico e terapeuta cognitivo comportamental Lucas Falcão classifica a campanha como de “extrema importância” na prevenção ao suicídio, por demonstrar à população que não devemos sempre hipervalorizar as dores e sensações físicas, como as musculares, palpitações, enxaquecas.

“Observar que nossas dores psíquicas são tão importantes quanto e elas não são algo de 'ter a mente fraca' ou falta de fé em Deus”, alerta. Conforme pontua, é importante avaliarmos que muitas de nossas dores físicas são reações fisiológicas ocasionadas devido aos pensamentos que temos ao longo do dia por diversas situações, causando-nos, no final, diversas formas de comportamento. “O suicídio não tem uma causa isolada. Vários fatores podem contribuir para esse processo final”, explica.

O especialista defende que é importante “sempre estarmos atentos às falas e comportamentos de cada pessoa, buscar sempre ser empático com o outro, aprender desde cedo maneiras mais assertivas de como se comunicar e saber respeitar a dor do outro, independente do que esteja sentindo, sabendo encaminhá-lo a um profissional que possa escutar e ajudar nesse momento tão importante e ímpar”.

COR DA CAMPANHA

Lucas Falcão relata que tudo começou em 1994, há 25 anos, quando o americano Mike Emme cometeu suicídio com apenas 17 anos. Apesar de ser conhecido por sua personalidade caridosa, disse, poucos perceberam os sinais de angústia por que passava. Ele restaurou um automóvel Mustang 68 inteiro e pintou de amarelo. Em seu funeral, diversos amigos fizeram cartões com fitas amarelas, em que estava escrita a mensagem “Se você precisar, peça ajuda”. Em pouco tempo esses cartões se espalharam pelos Estados Unidos, com diversas pessoas pedindo ajuda.

Já Alcir Caniggia, psicólogo clínico no Espaço de Saúde – Motivar e com experiência na área da psicopedagogia, suicidologia e análise de comportamento, acrescenta que desmitificar as questões da saúde mental é um trabalho de formiguinha. “É preciso informação. Sempre. É por meio dela que se obtém sucesso nas campanhas com a comunidade. Através de palestras, rodas de conversa, panfletos, entre outras abordagens”, reforça.
LS/AT

Informações adicionais

  • Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
  • E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
  • Twitter: @Assembleia_CE
Lido 247 vezes Última modificação em Segunda, 14 Setembro 2020 15:35

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