Fortaleza, Quinta-feira, 20 Janeiro 2022

Pesquisar

Comunicação

Comunicação AL TV Assembleia FM Assembleia
Banco de Imagens Previsão do Tempo Contatos

Alcance ENEM

Alece 2030

Processo Virtual

Processo Virtual - VDOC

Legislação

Projetos / Cursos

Publicações

Login

Debates sobre pobreza menstrual e marketing encerram encontro de mulheres - QR Code Friendly
Segunda, 29 Novembro 2021 21:16

Debates sobre pobreza menstrual e marketing encerram encontro de mulheres

Avalie este item
(0 votos)
Debates sobre pobreza menstrual e marketing encerram encontro de mulheres Fto: Marcos Moura
O I Encontro Estadual de Mulheres na Política realizou, na tarde desta segunda-feira (29/11), mais duas mesas de debates. O evento é uma promoção da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa.

Na primeira mesa, o tema “Pobreza Menstrual” foi abordado pela prefeita de Paraipaba, Ariana Aquino; pela secretária da Fazenda do Estado, Fernanda Pacobahyba, e pela deputada federal Marília Arraes (PT/PE).

A mediadora do debate, prefeita de Paraipaba, Ariana Aquino, afirmou que pobreza menstrual é um tema relevante de interesse social. “Falar sobre pobreza menstrual era uma realidade que eu ainda não tinha conhecimento. Quem me trouxe esse tema foi a vereadora Priscilla Meireles, de Paraipaba, juntamente com a deputada Augusta Brito. Hoje o projeto foi aprovado em Paraipaba e sancionado e já está sendo colocado em prática”, informou.

Fernanda Pacobahyba, secretária da Fazenda do Estado (Sefaz), disse que uma das formas encontradas pelo Ceará para as mulheres terem um maior acesso aos itens de higiene íntima foi conceder benefícios fiscais para ajudar as mulheres mais pobres. Ela adiantou que, além disso, percebeu a necessidade de o Ceará liderar um movimento nacional para dar visibilidade a essa causa. “O estado do Ceará foi o estado que protocolizou a minuta de convênio que foi encaminhada ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) com vistas a transformar essa iniciativa em uma política nacional”, informou. 

A deputada federal pernambucana Marília Arraes (PT/PE), autora do projeto que criou o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, que  previa a distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, parte vetada pelo presidente Jair Bolsonaro, lembrou que o assunto menstruação é tratado com muito tabu e que o tema possui um impacto imenso na vida de muitas mulheres que nunca se deram conta de que deveria haver o papel do Estado nisso e que o problema não era pessoal.

“Acompanhando debates que estavam acontecendo fora do Brasil, em países como o Canadá e Estados Unidos, que ainda estão atrasados em relação a essa questão, nós começamos a conversar sobre o assunto. Mas o tema ainda é bastante novo. A Escócia, por exemplo, em 2020, foi o primeiro país a ter distribuição de absorventes”, pontuou.

Ela destacou que a mulher que passa pela situação de pobreza menstrual é uma mulher pobre economicamente, porque ela tem que optar entre ter a sua dignidade durante o período menstrual ou comprar comida para os seus filhos.

Por essa razão, a deputada pernambucana ressaltou a importância da presença da mulher na política, para que temas como esse e tantos outros considerados tabus sejam abordados.

Marília Arraes lembrou a participação dela na eleição para a Prefeitura do Recife, em 2020, uma vez que nunca uma mulher tinha disputado a prefeitura da capital pernambucana com chances de ganhar.

Na segunda mesa, a última do encontro, o debate foi com o tema “Marketing Político para Mulheres”.

A presidente da Câmara Municipal de Fortim, vereadora Kath Anne, presidente da União dos Vereadores do Ceará Mulher (UVC Mulher), disse que os debates realizados durante todo o dia são resultado do marketing político. “Todas as mulheres que estiveram presentes nesse evento registraram o momento, se comunicaram com as colegas, e a minha conclusão, mesmo sem ser especialista, é que a cada manifestação nosso marketing está presente”, declarou.

Para a professora Zoraia Nunes, mestra em Comunicação Social, a  comunicação pode ser feita pela roupa que a pessoa veste, pela máscara que ela usa, são várias formas de comunicação que não estão dentro do padrão tradicional. Não são apenas os veículos de comunicação, e essa nova comunicação está atingindo mais as pessoas do que exatamente os veículos de comunicação de massa. “Para se comunicar, é preciso que a gente consiga se ouvir, consiga entender que imagem a gente constrói de si mesmo para que essa imagem possa ser construída com a ajuda de um profissional de marketing para o público. “É impossível fazer comunicação sem imaginar, sem combinar as nossas experiências com outras realidades”, informou.

A jornalista Adriana Saboya, especialista em Marketing Político, destacou a diferença entre a comunicação eleitoral e a comunicação política. Segundo ela, a comunicação eleitoral acontece durante o período de campanha com o objetivo de conseguir o maior número de votos para cada um dos candidatos e das candidatas. Já a comunicação política deve ser permanente, com diálogo constante entre o ator político e sua base, entre o prefeito e a sua cidade, entre o vereador e a sua comunidade. “A gente precisa fazer a diferenciação nesse sentido para entender que o marketing político e a comunicação eleitoral são coisas diferentes, mas que fortalecem esse diálogo com as bases”, ressaltou.

Ela lembrou que as mulheres representam mais da metade do eleitorado brasileiro, mas a representação política é muito baixa em todas as esferas, não só nos parlamentos, mas também nas gestões municipais nos governos estaduais. Segundo ela, é preciso mudar essa realidade, e o marketing político faz isso. “É preciso se perguntar quem somos nós, como queremos ser percebidas pela cidade, no município onde eu moro, como eu quero ser vista pelas pessoas a quem eu quero pedir voto, como é que eu quero que as pessoas entendam que eu tenho capacidade de representá-las, e o marketing político e a estratégia eleitoral fazem, isso”, informou.

No final do encontro, foi assinado um termo de cooperação técnica entre a Assembleia Legislativa e as câmaras municipais para a implantação de procuradorias especiais da mulher nos municípios cearenses. De acordo com a coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia, Raquel Andrade, a partir de agora, o número de procuradorias especiais da mulher em fase de implementação no Ceará passa de 4 para 40.

Participaram da solenidade de assinatura do termo as novas procuradoras especiais da mulher no interior: a vereadora Adriana Costa, de Cedro; Valdelice Braga, de Pentecoste; Sílvia Lúcia, Fleixeirinha; Regiane Gomes, de Guaraciaba do Norte; Marjorie Félix, de Icapuí; Juciene Nogueira, de São Benedito; Jocelma Santa, de Mauriti; Efigência Garcia, de Barbalha; Carol Bernardo, de Paracuru; Clarisse Calado, de Baturité; Sinara Saldanha, de Amontada; Sheila Damasceno, de Itaiçaba; Michelyane Alves, de Milagres; Lúcia Melo, de Camocim; Liliana Linhares, de Jardim; Kath Anne Meyre, de Fortim; Jeiny Sharam, de Quixeré; Elza Maria, de São Gonçalo do Amarante; Eduarda Dantas, de Icó.

WR/CG 

Informações adicionais

  • Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
  • E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
  • Twitter: @Assembleia_CE
Lido 202 vezes Última modificação em Segunda, 29 Novembro 2021 21:49

Protocolo Digital

PROCON ALECE

Portal do Servidor

Eventos


 

  30ª Legislatura - Assembleia Legislativa do Ceará                                                                         Siga-nos:

  Av. Desembargador Moreira, 2807 - Bairro: Dionísio Torres - CEP: 60.170-900 

  Fone: (85) 3277.2500