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Quinta, 18 Julho 2019 05:02

Coluna Erico firmo

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Na última terça-feira, o senador Tasso Jereissati (PSDB) teve uma noite que seria improvável uma década atrás e inimaginável duas décadas atrás. Ele se reuniu com pré-candidatos a vereador em Fortaleza, ao lado do pré-candidato a prefeito, Carlos Matos. Trabalha fundamentalmente para renovar o partido no Estado. Não era uma tarefa fácil quando o PSDB era a segunda força no plano nacional. Com a derrocada da sigla na eleição passada, a coisa se complica. Ainda mais quando o controle nacional vai para as mãos do governador paulista João Doria, que está em linha oposta à de Tasso. A renovação do PSDB não é simples.   Há uma década, o PSDB ainda era o maior partido do Ceará. Tinha a maior bancada e coexistia com o PT no governo do PSB - grupo hoje no PDT. Eram os tucanos dando sustentação a uma base de centro-esquerda. Naquele tempo, Tasso conduzia encontros com seleto grupo de conselheiros. Ou, então, comandava grandes atos. Não era costumeiro vê-lo com pretendentes a candidatos a vereador. Se voltar mais dez anos no tempo, em 1999, ele estava no começo do terceiro mandato e no auge do poder. Àquela altura, mirava projeto presidencial nacional.   Desde que Tasso deixou a base governista, em 2010, o PSDB desmilinguiu-se. O diagnóstico eu ouvi do próprio Tasso quatro anos antes. Quando Lúcio Alcântara perdeu a eleição de 2006 e o partido deixou o poder pela primeira vez em 20 anos, o senador viu lado positivo. Disse que a legenda havia atraído muitos oportunistas ao longo do tempo no poder. A aliança posterior com o governo que o derrotou deu sobrevida. Nesta década, o PSDB minguou.   Costuma-se dizer que ninguém cresce ao lado dele, mas isso não é bem verdade. Os mais poderosos líderes do Estado, em vários grupos, cresceram na esteira do tucano: os Ferreira Gomes, Juraci Magalhães, Sergio Machado, Moroni Torgan, Patrícia Saboya. A exceção é a esquerda clássica.   Tasso algumas vezes tentou renovar o PSDB. Várias vezes fracassou. A mais recente foi das mais bem-sucedidas. No ano passado, lançou General Theophilo a governador e Mayra Pinheiro ao Senado. Os dois perderam, mas ganharam projeção e, posteriormente, cargos no governo Jair Bolsonaro (PSL). Theophilo se afastou do partido. Mayra flertou com o DEM, mas levou rasteira dos tradicionais caciques da sigla.   O fato é que, na reunião da terça, os dois mais recentes protagonistas da tentativa de renovação do PSDB cearense estavam, ausentes.   O partido tem hoje um vereador em Fortaleza: Plácido Filho. Projeta chegar a três em 2020. Na Câmara dos Deputados, tem como solitário representante cearense Roberto Pessoa, um histórico adversário de Tasso, cacique de Maracanaú, que chegou recentemente à legenda. Tem força e estilos próprios. Na Assembleia Legislativa, representam o PSDB Fernanda Pessoa, filha de Roberto, e o empresário Nelinho de Freitas, de discreta atuação até aqui.   O partido teve, por duas décadas, hegemonia sem paralelo na história política cearense. O ciclo Ferreira Gomes, afinal, caracterizou-se pela aliança com grande número de partidos. Na época de predomínio tucano, era o PSDB e no máximo uma legenda "alternativa", como se chamavam os partidos que abrigavam os aliados estaduais que eram adversários no plano estadual.   Quase do zero e com ambições modestas, Tasso inicia mais uma empreitada para reerguer o ex-maior partido do Ceará.
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