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Segunda, 12 Março 2018 10:33

Internautas são favoráveis à criação de cotas femininas para o Poder Público

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A enquete do Portal da Assembleia Legislativa veiculada entre os dias 5 e 12 de março questionou se a criação de cotas femininas para o Poder Público contribui na busca pela igualdade de gênero. Para 53,8%, a mudança já está acontecendo, e não há mais como retroceder nesse sentido. Já 46,2% dos internautas são contrários, por entenderem que o comprometimento deve ser de toda a sociedade e o debate não pode se restringir apenas ao campo formal.

O deputado Ferreira Aragão (PDT) defende a necessidade de estimular a participação feminina nos espaços de poder. “Já chegou a hora para as mulheres ocuparem os espaços de representatividade na sociedade, sobretudo no campo político, sendo importante que haja o crescimento das bancadas femininas”, salienta.

A deputada Dra. Silvana (MDB) discorda da utilização de cotas como uma maneira de fomentar a representação feminina no Poder Público. “Nós mulheres não precisamos disso, pois entendo que ocupamos pouco os espaços de poder porque o próprio perfil feminino se adéqua mais, a meu ver, a conduzir o equilíbrio de suas casas e de suas famílias, o que é totalmente compreensível”, aponta. Segundo ela, cota humilha, tira a igualdade entre pessoas e é um retrocesso. "Se as mulheres quiserem despertar para atuar na política, elas vão procurar ocupar esses espaços naturalmente."

Para a deputada Bethrose (PMB), a presença feminina nos cargos públicos representa um ganho para a sociedade. “A representação política e a participação feminina nos papéis de destaque fortalecem na sociedade a necessidade do respeito às mulheres, e esta é uma bandeira que sempre precisamos levantar”, assinala.

A parlamentar destaca ainda que “é importante ressaltar que as mulheres são maioria no Brasil, o que já é motivo para uma representação mais significativa na política”.

Na avaliação de Mônica Barroso, defensora pública e ex-chefe da Coordenadoria Estadual de Políticas para Mulheres, as mulheres precisam ocupar os espaços de poder estabelecidos para protagonizarem um processo de mudança em relação aos direitos femininos. “Defendo o empoderamento das mulheres para serem sujeitos de suas próprias histórias”, pontua.

RG/AT

Informações adicionais

  • Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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  • Twitter: @Assembleia_CE
Lido 407 vezes Última modificação em Quinta, 15 Março 2018 13:43
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