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Terça, 09 Julho 2019 20:30

Mais investimentos nas universidades estaduais são defendidos em audiência

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Mais investimentos nas universidades estaduais são defendidos em audiência Foto: Dário Gabriel
O cenário de dificuldades em áreas como investimentos, custeio e recursos para pagamento de pessoal nas universidades estaduais do Ceará foi exposto durante audiência pública nesta terça-feira (09/07) na Comissão de Ciência, Tecnologia, Educação Superior da Assembleia Legislativa. O debate atendeu requerimento do deputado Renato Roseno (Psol).

A audiência discutiu, com a presença de alunos, professores, reitores e candidatos aprovados em concursos, a situação da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e Universidade Regional do Cariri (Urca).

O deputado Renato Roseno afirmou que, neste momento atual que o Brasil enfrenta, é preciso ainda mais uma“educação pública, democrática, laica, crítica e socialmente referenciada em todos os níveis”. Ele ressaltou a importância da valorização da universidade pública cearense e o desafio do Estado de ir na contramão do desmonte federal, não repetindo contingenciamentos e cortes.

O parlamentar indicou que as três universidades estaduais são responsáveis por mais de 70% das licenciaturas do Estado, ou seja, formam os professores do Ceará, além de apresentarem indicadores de qualidade nas mais variadas áreas da ciência, mesmo com as dificuldades.

O deputado Carlos Felipe (PCdoB), vice-presidente da Comissão, apontou que o Ceará tem apresentado nos últimos anos investimentos acima da média nacional, mas ressaltou a necessidade de que o Estado dê exemplo para o resto do País no fortalecimento da educação pública.

 

UECE, UVA e URCA

Os reitores das três universidades estaduais do Ceará, José Jackson Sampaio (Uece), Fabianno Cavalcante (UVA) e Francisco de Lima Júnior (Urca) apontaram avanços e investimentos importantes realizados nos últimos anos nas instituições, mas compartilharam, principalmente, os desafios enfrentados pelas universidades no que se refere a custeio e pessoal.  

O cenário de dificuldades foi confirmado e complementado pelos representantes dos sindicatos das instituições, Sandra Maria Gadelha Carvalho, (SindUECE), Murilo Sérgio Julião (SindiUVA) e João César Abreu (SindiURCA), assim como Selton Freire, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UVA.

Foram citados problemas estruturais diversos e graves nos campi; dificuldades para manutenção de bolsas de permanência, de pesquisa e extensão para os alunos; necessidade de realização de concursos e chamada de aprovados para atender as vagas de professores e técnico-administrativos.

Custeio, pessoal e investimentos foram pontos abordados e apontados como focos de preocupação das instituições e necessários para sobre os orçamentos e avanços com o Governo Estadual.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), Inácio Arruda, ressaltou a ampliação das universidades estaduais nos últimos anos, assim como o aumento de demandas para atender a esse crescimento. O gestor citou realização de concursos, bolsas para fixação de doutores no interior, bolsas de permanência, mestrado, doutorado e iniciação científica, além de importantes entregas e aportes.  

Inácio afirmou que existem problemas a serem enfrentados, como a situação de substitutos e temporários nas instituições, além de questões orçamentárias que podem encontrar na AL um importante articulador de diálogo.

 

DEMANDAS

O cenário enfrentado pela Uece, segundo representantes, inclui uma importante demanda por professores para suprir as reposições por falecimento, aposentadoria e exoneração, assim como para atender serviços que vem surgindo ao longo dos anos; a atenção para as bolsas estudantis; a melhoria estrutural em campus como o de Itapipoca.

Os representantes da UVA elencaram que a estrutura física precisa de medidas emergenciais; são necessárias formas de garantir a permanência dos alunos na universidade, uma vez que as matrículas têm apresentado redução; a realização de concurso técnico-administrativo, pois o último foi realizado em 1994; e dificuldades com o custeio da instituição.

Para a situação da Urca, foi apontada pelos representantes a necessidade de realização de concurso público para servidores técnico-administrativos, assim como de expansão física; além da carência de, pelo menos, 136 professores para três campi, uma vez que a universidade tem o maior número de temporários e substitutos dentre as três instituições.

Participou ainda da audiência a secretária excutiva de Planejamento e Gestão Interna da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Nágyla Maria Galdino Drumond.

SA/LF

Informações adicionais

  • Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
  • E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
  • Twitter: @Assembleia_CE
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